Publicado em: 15/02/2012 ás 07:43:57
O levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, em parceira com as secretarias estaduais e municipais de saúde identifica onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor. Nos Municípios em situação de risco, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentaram larvas do mosquito. Já nas cidades em situação de alerta, o índice de infestação é de 1% a 3,9% e, no caso das cidades com baixo risco, o índice fica abaixo de 1%.
O mapa revela ainda que nas regiões Norte e Centro-Oeste a maior presença do mosquito da dengue está concentrada no lixo. Já no Sudeste e no Sul, a concentração está nos depósitos domiciliares (pratinhos de plantas, calhas, entre outros locais) e no Nordeste o problema é com os depósitos de águas, principalmente as caixas.
Dos estados mais afetados em dois já se pode considerar situação de surto da doença: Tocantins e Pernambuco. Nos dois, além da alta incidência - em Tocantins, foram 249,4 casos por grupo de 100 mil habitantes - foram localizados mais focos de infestação (mais de 3,9% dos imóveis com larvas do mosquito transmissor). Nessas situações, segundo o Ministério da Saúde, a chance de reversão do alastramento da doença é baixa.
Os dados mostram redução de 62% dos casos de dengue entre os dias 1º janeiro e 11 de fevereiro, equivalente a 40,4 mil casos, em comparação ao mesmo período de 2011, com 106,3 mil registros. O número de casos graves caiu 86% e o de mortes passou de 95 em 2011 para 32 no começo deste ano.
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