Publicado em: 26/11/2010 ás 09:07:18
Os economistas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) afirmam que o incremento da massa de rendimento dos trabalhadores no país garantirá a sustentabilidade do crescimento do país.

O bolo dos rendimentos dos trabalhadores cresceu cerca de 11% no acumulado de 12 meses até outubro, segundo pesquisa feita pelo departamento em sete regiões metropolitanas do país. O avanço foi puxado pelo aumento da remuneração média e pelo crescimento no número de ocupados no período.

"Isso é uma espécie de garantia de que algum crescimento a frente está sustentado", reforçou o economista do Dieese, Sérgio Mendonça. Ele lembra que a massa de rendimentos representa cerca de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) e garante que o número dará sustentação à economia diante do cenário mundial adverso.
Os números de outubro mostram criação de 850 mil vagas e a entrada de 326 mil pessoas no mercado de trabalho no acumulado em 12 meses. Isso representa uma evolução de 4,5% no nível de ocupação nas regiões pesquisadas.

No mesmo período, a remuneração dos ocupados avançou, em média, 6,1%, para uma cifra de R$1.344. Os assalariados tiveram aumento de 3,6% e rendimento médio de R$ 1.397.

Na região metropolitana de Recife, o avanço do rendimento chegou a 16,9%, na média, durante o período, para R$ 909. Os trabalhadores de Fortaleza foram os únicos a amargar uma redução de 0,4% no rendimento médio, para R$ 840.


Projeção

O Dieese estima que a taxa de desemprego recuará para um percentual de um dígito até o final deste ano. O dado de outubro divulgado nesta quarta-feira mostrou recuo de 19,4% em um ano, para 10,8%.

Mendonça aponta uma redução no ritmo de queda para o ano que vem. "Em 2011, o Brasil vai continuar bem, mesmo com crescimento menor", aponta. Para ele, é improvável repetir a queda de quase três pontos percentuais na taxa de desemprego no próximo ano.

Os economistas do departamento reforçam o alerta para os fracos resultados no emprego industrial. Em outubro, as fábricas geraram 33 mil empregos nas sete regiões pesquisadas. O setor representa cerca de 16% no conjunto das ocupações.

Em São Paulo, onde a indústria representa 18% do total dos ocupados, o nível de emprego ficou estável em outubro.

"Se continuar o processo de desindustrialização, isso será um problema para o Brasil", afirma Mendonça. O desempenho negativo da indústria nacional é atribuído a um forte aumento das importações, estimuladas pela baixa taxa de câmbio.

De acordo com o coordenador do Dieese, Alexandre Loloiana, cerca de 20% dos produtos consumidos hoje no Brasil são importados.
Notícias relacionadas

21/05/2026

Hospital do Câncer realiza quase 400 atendimentos em ação de prevenção...

Visualizar Notícia

21/05/2026

Capacitação e conhecimento fortalecendo o homem do campo em Novo Mundo! ...

Visualizar Notícia

21/05/2026

Mais um curso concluído com sucesso em Novo Mundo! A Prefeitura Municipal...

Visualizar Notícia

11/05/2026

A Prefeitura Municipal de Novo Mundo, em parceria com a Secretaria de Assis...

Visualizar Notícia